Allan Kardec

HIPPOLYTE LÉON DENIZARD RIVAIL

A VIDA DE HIPPOLYTE LEON DENIZARD RIVAIL
( INFÂNCIA ATÉ DIPLOMAR-SE )


Tido como Espírito arguto , missionário em breves anos tornou-se um pedagogo humanista, especialista em várias áreas do saber, em sintonia com o racionalismo iluminista e a filosofia positivista de meados do século XIX.


Entretanto sua obra maior teve início ainda antes de sua encarnação, quando aceitou no Mundo Espírita a tarefa que lhe seria apresentada adiante, em plena madureza física o qual seja de compilar, sistematizar e codificar os princípios da Doutrina Espírita.

O MENINO HIPPOLYTE (A VIDA)

HIPPOLYTE LEON DENIZARD RIVAIL

Nasceu em Lyon, na França, às 19 horas do dia 3 de Outubro de 1804, à rua sala 76 filho de Jean Baptiste Antonie Rivail magistrado integro, juiz e Jeane Louise Duhamel.

Sua certidão de nascimento não foi passada em cartório, mas impressa nas oficinas do editor Didier e exposta ao público em sua livraria.

Foi batizado pelo padre Barthe a 15 de junho de 1805 na Igreja de Saint Denis de la Croix-Rousse.

Recebeu desde do berço uma tradição de virtudes, honra e probidade (de caráter integro). Seus antepassados tinham se distinguido na advocacia e na magistratura pelo talento, saber e honestidade, e até mesmo no trato dos problemas educaionais.

O pai de Hippolyte o iniciou com todo o cuidado nas primeiras letras e o incentivou à leitura dos clássicos, já em tenra idade.

Bem cedo o menino se revelou altamente inteligente e agudo observador, denotando franca inclinação para as ciências e para os assuntos filosóficos, compenetrado de seus deveres e responsabilidades, como se fora um adulto.

Denizard Rivail sempre se mostrou muito interessado em ciências e línguas.

Rivail realizou seus primeiros estudos em Lyon, sua cidade natal, sendo educado dentro de severos princípios de honradez e retidão moral. É de presumir que a influência paterna e materna tenha sido das mais benéficas na sua infância, constituindo-se em fonte de nobres sentimentos.

Em 1814, com a idade de 10 anos, seus pais o enviam a Yverdon (ou Yverdun) cidade da Suíça do Cantão de Vaud situada na extremidade S. º do lago Neuchátel e na foz do Thiele, a fim de completar e enriquecer sua bagagem escolar no célebre Instituto de Educacção instalado em 1805, pelo professor-filantrópico João Henrique Pestalozzi. Freqüentado todos os anos por grande número de estrangeiros e considerado como Escola Modelo da Europa.

O Instituto de Yverdon, pela sua fama recebia alunos de todo o continente europeu. Pestalozzi colocava em prática os princípios que revolucionaram a pedagogia prover a criança de bons exemplos, considerar que com uma ajuda mínima a criança pode desenvolver o espírito de observação e exercitar a memória, ao invés de obriga-la a estudar despertar nela motivação ao estudo. Abolindo a palmatória.

O dia-a-dia do Instituto, os alunos gozavam de grande liberdade, as portas do castelo permaneciam abertas o dia todo e sem porteiros. Não havia castigo nem recompensas. Pestalozzi não queria a emulação (não admitia rivalidades pois todos eram iguais), nem o medo. Só admitia a disciplina do dever ou melhor, a da perfeição, a do amor.

A jornada escolar tinha inicio às 6:00 horas da manhã até às 20:00 horas.

As matérias estudadas no Instituto eram num total de 24.

Em Yverdon a responsabilidade cabia ao aluno e o estudo era motivo de prazer. Neste clima de aceitação e respeito, o jovem Denizard assimilou virtudes que enfaticamente contribuíram na formação do seu caráter.

O menino Denizard Rivail, ao qual os destinos reservariam sublime missão logo se revelou um dos discípulos mais fervoroso do insigne pedagogista suíço.

Dotado de notável inteligência é atraído pelo ensino, pelo seu caráter e pelas suas aptidões especiais, já aos 14 anos ensinava o que sabia àqueles dos seus condiscípulos que haviam aprendido menos do que ele. Foi nesta escola que lhe desabrocharam as idéias que mais tarde o coloriam na classe dos homens mais progressistas e dos livres-pensadores.

Nascido sob a religião católica, mas educado num país protestante, os atos de intolerância que por isso teve de suportar no tocante a essa circunstãncia.

Rivail que tinha um alto Espírito de observação e mais inclinado para a solução dos importantes problemas do ensino e para o estudo das ciências e da filosofia, cativou a simpatia e a admiração do velho professor Pestalozzi, deste se tornando, pouco depois eficiente colaborador.

Os exemplos de amor ao próximo fornecidos por Pestalozzi (para quem o amor é eterno fundamento da educação), norteariam para sempre a vida do futuro Codificador do Espiritismo.


Denizard foi o auxiliar de Pestalozzi nos trabalhos acadêmicos que exercia e tendo algumas vezes que substitui-lo na direção da escola, enquanto o mesmo fazia viagens de divulgação de sua metodologia de ensino ou para criar instituições nos moldes de Yverdon.


Denizard era visto como um jovem amável e espirituoso, mas muito disciplinado. Não há registros de que ele tenha sido mal-quisto em qualquer período estudantil.


Denizard, diplomou-se em 1818 em Letras e Ciências. Com excelente preparo intelectual e notável formação moral. Dominava por força da circunstância os idiomas Inglês, Alemão e Holandês falando-os fluentemente, além de sua língua natal o Francês, o que sem dúvida viria facilitar o trabalho de difusão do espiritismo em suas futuras viagens.

DARLINGE PEREIRA BRAGA
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