Bezerra de Menezes

"Um médico não tem o direito de terminar uma refeição,nem de escolher hora, nem de perguntar se é longe ou perto, quando um aflito qualquer lhe bate à porta.
O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado muitoe achar-se fatigado, ou por ser alta noite, mau o caminho ou o tempo, ficar longe ou no morro; o que, sobretudo, pede um carro a quem não tem o que pagar a receita, ou diz a quem chora à porta que procure outro, esse não é um médico, é negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos da formatura.
Esse é um infeliz, que manda para outro o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que podia saciar a sede de riqueza do seu espírito, a única que jamais se perderá nos vaivens da vida."

Reunião Cósmica


Há mais de um século, brilhante assembléia de Espíritos se reuniu no Espaço, sob a direção do Anjo Ismael. Foi então exposta a missão futura do Brasil na divulgação do Evangelho, que seria iluminado por uma Revelação. Em dado instante, o Mensageiro do Senhor se aproxima de um de seus discípulos e fala-lhe mais ou menos assim: - Descerás às lutas terrestres, com o objetivo de concentrar as nossas energias no País do Cruzeiro, dirigindo-as para o alvo sagrado dos nossos esforços. Arregimentarás todos os elementos dispersos, com as dedicações do teu espírito, a fim de que possamos criar o nosso núcleo de atividades espirituais, dentro dos elevados propósitos de reforma e regeneração. - E Ismael, ao finalizar, acrescentou: - Se a luta vai ser grande, considera que não será menor a compreensão do Senhor, que é o caminho, a verdade e a vida. - E o discípulo escolhido, imóvel e reverente diante de Ismael, não puderam articular palavra alguma: a emoção dominava-o inteiramente.

Mas as lágrimas que rolaram copiosamente de seus olhos diziam, com grande eloqüência, que tudo faria para bem cumprir a missão que lhe fora confiada".

Tempos depois, a 29 de agosto de 1831, esse missionário nascia no Riacho de Sangue, na então Província do Ceará, recebendo o nome de Adolfo Bezerra de Menezes.

O Homem

Nasceu no dia 29 de agosto de 1831 na antiga freguesia do Riacho do Sangue

(hoje Jaguaterama), no Estado do Ceará com o nome de Adolpho Bezerra de Menezes Cavalcanti. Filho de tradicional família de políticos do Sul, criado pôr seus pais, Antônio Bezerra de Menezes, tenente-coronel da Guarda Nacional, e de Fabiana de Jesus Maria Bezerra, dentro dos princípios religiosos do catolicismo e disciplina militar, tendo o dever e a honra como norma a seguir. Compunha com mais três irmãos mais velhos, o quadro familiar.

Desde muito pequeno revelou-se um espírito amadurecido, determinado, capaz de assumir atitudes e comportamentos que resultassem em benefício do próximo: aos seis anos quando algumas crianças ainda se preparam para as lides escolares, ele já sabia ler; escrever e fazer contas, entrando para a Escola Pública de Vila do Frade com sete anos. Aos 11 anos, em virtude da transferência de sua família para o Rio Grande do Norte, matriculou-se na aula pública de latinidade que funcionava na Serra do Martins, dirigida por jesuítas. Após dois anos dedicados ao estudo do latim, já possuía condições de ministrar estes conhecimentos, vindo a substituir o professor. Em 1846, a família novamente retorna para seu Estado natal, o Ceará, freqüentou o Liceu da capital, sendo considerado o melhor aluno. Até 1851, vivenciou todo um movimento de transformação do Brasil para as idéias que culminaram com a República, em 1889.

Seu pai, o capitão das antigas milícias, era profundamente liberal, homem severo, de honestidade a toda prova e de ilibado caráter, tinha bens de fortuna em fazendas de criação. Isso o colocou na mira dos Monarquistas que, em determinado instante, levou a um exílio nas regiões do atual Rio Grande do Norte, o que o levou a contrair muitas dividas. Juntando com o do seu bom coração, que o levou a dar abonos de favor a parentes e amigos, que o procuravam para explorar-lhe os sentimentos de caridade, comprometeu aquela fortuna. Percebendo, porém, que seus débitos igualavam seus haveres, procurou os credores e lhes propôs entregar tudo o que possuía, o que era suficiente para integralizar a dívida. Os credores, todos seus amigos leais, recusaram a proposta, dizendo-lhe que pagasse como e quando quisesse.

O velho honrado insistiu; porém, não conseguiu demover os credores sobre essa resolução, por isso deliberou tornar-se mero administrador do que fora sua fortuna, não retirando dela senão o que fosse estritamente necessário para a manutenção da sua família, que assim passou da abastança às privações.

Apesar da sua situação precária, o Sr. Antônio, conseguiu formar em Direito os dois filhos mais velhos, enquanto que o terceiro, que cursava o segundo ano da Faculdade de Direito de Olinda, foi forçado a interromper seus estudos.

O pai, sabendo que o sonho do filho era ser médico, chamou-o, abrindo-se com ele, informando-o da resolução que havia tomado, única compatível, disse, com a sua honra, e concluiu por lhe declarar que, embora tivesse de fato com que mantê-lo no curso superior, sua consciência não lhe permitia fazê-lo, porque tudo o que tinha em seu nome era um verdadeiro empréstimo, deposito sagrado.

Animado do firme propósito de orientar-se pelo caráter íntegro de seu pai, Bezerra de Menezes, com minguada quantia de quatrocentos mil réis que seus parentes lhe deram, e animado do propósito de sobrepujar todos os óbices, partiu em 15 de fevereiro de 1851 para o Rio de Janeiro, o mesmo ano da morte de seu pai.

Aqui aportou, dispondo apenas de dezoito mil réis, importância essa que mal lhe daria para se manter por alguns dias. Em compensação, porém, possuía um patrimônio que muito lhe valeu na vida: o de coragem e o da força indômita para a luta.

Seu curso pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro transcorreu sob os auspícios da dificuldade e da pobreza, da luta pelo dia-a-dia ingressando em novembro do ano seguinte, como praticante interno no Hospital da Santa Casa de Misericórdia. Estudou em Bibliotecas Públicas e ministrou aulas de Filosofia e Matemática, para custear seus estudos.

Doutorou-se em 1856, obtendo em todos os anos do curso a nota optima cum laude, defendendo a tese: "Diagnóstico do cancro". Até esta época ainda usava seu nome completo, que abreviaria mais tarde e modificaria de Meneses com “S” para Menezes com “Z”. Candidatou-se ao quadro de membros titulares da Academia Imperial de Medicina com a memória "Algumas considerações sobre o cancro, encarado pelo lado do seu tratamento". O parecer foi lido pelo relator designado, Acadêmico José Pereira Rego à 11 de maio de 1857, tendo a eleição se efetuado à 18 de maio do mesmo ano e a posse à 01 de Junho, em sessão solene, na Academia Imperial de Medicina, como membro titular. No ano seguinte concorria a uma vaga de professor substituto da Secção de Cirurgia, na Faculdade de Medicina.

Viu-se em pouco rodeado de numerosa clientela, senhor de uma clínica invejável. Mas os colegas da época, com certeza, não lhe invejavam o sucesso. É que essa imensa clientela não rendia coisa alguma... Ninguém pagava; tudo era gente pobre, absolutamente pobre. E Bezerra de Menezes nunca falou em dinheiro a pessoa alguma. A figura do Apóstolo já começava a se esboçar, delineando os seus contornos interiores.

No ano em que Bezerra de Menezes conquistou o seu diploma, o governo imperial decretou a reforma do Corpo de Saúde do Exército e nomeou para chefiá-lo o velho mestre, Dr. Manoel Feliciano Pereira Carvalho, como Cirurgião-Mor. É fácil imaginar-se a satisfação com que este convidou o discípulo para seu assistente... E foi assim que Bezerra de Menezes passou a ser Cirurgião-Tenente do Exército, cujos vencimentos lhe permitiam manter seu consultório, mas sua nomeação só foi feita em 1858.

As glórias do cirurgião não foram bastante para abafar os desígnios do altruísta. A espécie da clientela era sempre a mesma: pobre, paupérrima, miserável... Pela primeira vez, Bezerra de Menezes viu seu nome alongado, com o complemento de "médico dos pobres".

Bezerra de Menezes resolveu casar-se. E casou por amor, com D. Maria Cândida de Lacerda, no dia 06 de novembro de 1858. Desejosa de ver a ascensão gloriosa do marido, tratou de o convencer a ingressar nas lides políticas e Bezerra de Menezes acedeu, como sempre.

Foi no período de 1859-61, redator dos ”Anais Brasilienses de Medicina” da Academia.

O Político

Via Dr. Bezerra inteiramente preocupado com seus doentes, quando, em 1860, os moradores da freguesia de São Cristóvão, onde residia e clinica, foram procurá-lo para que ele os representasse na Câmara Municipal.

Por duas vezes, desculpou-se, em face de seus intensos trabalhos clínicos e, principalmente, pelo fato de ter pedido seu venerado pai, que nunca se envolvesse em política. Mas voltaram à presença dele, apelaram para seu patriotismo.

Cedeu a esse apelo e contrariado, concorreu e se elegeu pelo Partido Liberal como vereador municipal. Porem, teve sua eleição impugnada pelo chefe conservador Roberto Jorge Haddock Lobo, sob a alegação de ser medico militar. Com o objetivo de servir o seu partido, que necessitava dele para ter maioria na Câmara, resolveu afastar-se do Exército, onde ocupava o cargo de secretário interino, demitindo-se em 26 de março de 1861. Acabou sendo empossado no mesmo ano, onde, na sua função de vereador, que exerceu com dignidade, mas sofrendo o desprezo até mesmo dos membros do seu partido por ser honesto e lutador insistente dos direitos daqueles que o elegeram.

A esposa desvelada, após uma enfermidade rápida e imprevisível, que durou menos de 20 horas, abandonava o mundo ao cair das primeiras folhas do outono, em 24 de março de 1863. Bezerra viu-se em plena viuvez, dentro de seu lar triste e desconfortado e com dois filhos, um de três e ou outro de um ano de idade.

A grande crise porém foi vencida. Passado o tempo de exaltação da dor, Bezerra, como que temperado nesse cadinho sinistro das grandes provações, retornou, intemerato e forte, para as lutas da política, sendo reeleito em 1864.

Mais tarde, em 21 de janeiro de 1865, casou-se com Cândida Augusta de Lacerda Machado, irmã pôr parte de mãe de sua primeira esposa, que cuidava de seus filhos até então, nascendo desta união sete lindos filhos.

Sua popularidade crescia de dia para dia, o que lhe proporcionou ser eleito em 1867, Deputado Geral pelo Distrito da Corte, tendo de vencer, não só os naturais adversários, como o governo e os chefes do seu partido, pois todos tinham candidatos para guerreá-lo.

A Câmara dos Deputados foi dissolvida em 1868, por efeito da ascensão do Partido Conservador.

Afastado interinamente da atividade política, dedicou-se a empreendimentos empresariais criou a Companhia Estrada de Ferro Macaé/Campos, na então província do Rio de Janeiro. Posteriormente, empenhou-se na construção da via férrea de Santo Antônio de Pádua, pretendendo levá-la ate o Rio Doce, desejo que não conseguiu realizar. Foi um dos diretores da Companhia Arquitetônica que, em 1872 abriu o Boulevard 28 de Setembro, uma das grandes artérias de movimentação de transito, no então bairro de Vila Isabel. Em 1875, foi presidente da Companhia Carril de São Cristóvão.

Devido a falta de apoio governamental, a fortuna que conseguira através da exploração normal da Estrada de ferro Macaé a Campos, foi arruinada no mesmo empreendimento.

Voltando a política, foi eleito e empossado vereador em 1876, exercendo o mandato até 1880. Foi ainda Presidente da Câmara Municipal da Corte e Deputado Geral pela Província do Rio de Janeiro, no ano de 1880. Foi centro e alma de reorganização das finanças municipais, sofrendo por isso, as mais violentas acusações até de seus correligionários.

Seu nome constou na lista tríplice para vereador pelo Rio de Janeiro. Lutou com afinco, pela Paz e Desarmamento. Foi um homem nacionalista, muito patriota.

Quando político, levantaram-se contra ele, a exemplo do que sucede com todos os políticos honestos, rudes campanhas de injuria, cobrindo seu nome de impropérios. Entretanto, a prova da pureza de sua alma, deu-a, quando deliberou abandonar a vida publica e dedicar-se aos pobres, repartindo com os necessitados o pouco que possuía. Corria sempre ao casebre do pobre onde houvesse um mal a combater, levando ao aflito o conforto de sua palavra de bondade, o recurso da sua profissão de médico e o auxilio da sua bolsa minguada e generosa.

A atuação de Bezerra de Menezes na política foi difícil. Encontrou barreiras ao enfrentar interesses pessoais de determinados grupos. Bezerra conseguiu superar todas as dificuldades que lhe surgiam, fazendo muito do que pretendia pela população, enquanto esteve na vida política.

A biografia de Bezerra de Menezes veiculada na obra Perfis Parlamentares 83, onde estão registrados os discursos parlamentares, foi editada pela Câmara dos Deputados, em 1986, em Brasília, pelos auspícios do então Deputado Freitas Nobre, com o aval do Deputado Ulysses Guimarães. Como fato importante a ser destacado, foi que ele buscou através de projeto de lei regulamentar o trabalho doméstico, visando conceder à essa categoria de empregados, inclusive, o aviso-prévio de 30 dias.

Também podemos relatar um outro momento em que denuncia perigos da poluição que atingia a população da cidade, promovendo providências para combater esse mal.

Junto aos seus pares em plenário, sabia conduzir uma discussão em torno de temas polêmicos, denunciando a falta de justiça que era cometida contra a população mais simples, levando as votações ao ponto certo para beneficiamento dos pobres e mais necessitados, através de leis mais justas e medidas mais benéficas. Lembremo-nos que, nesse momento, ainda haviam escravos no Brasil e que eram desprezados nas suas condições humanas, precisando de quem por eles falasse bem alto.

Jornalista e Escritor

Utilizando-se do pseudônimo jornalístico “Max”, Bezerra de Menezes foi um dos redatores da “A Reforma”, órgão liberal na Corte e redator do jornal “Sentinela da Liberdade” (1869-70).

Em “A Reforma”, ficaram celebres os artigos políticos que escreveu, discordando do Conselheiro João Pereira da Silva, do Partido Conservador.

Demonstrada a sua capacidade literária no terreno filosófico, que pelas replicas, quer pelos estudos doutrinários, a Comissão de Propaganda da União Espírita do Brasil incumbiu Bezerra de Menezes de escrever, aos domingos, no “O Paiz”, tradicional órgão da imprensa brasileira, dirigido por Quintino Bocaiúva, uma serie de artigos sob o titulo O Espiritismo - Estudos Filosóficos . Os artigos de Max, marcaram a época de ouro da propaganda espírita no Brasil. Esses artigos foram publicados, ininterruptamente, de 1886 a 1893.

Seus artigos jornalísticos eram escritos à pressa, sem tempo para um melhor aprimoramento, mas mesmo assim, impressionam sobremaneira pela limpidez de sua argumentação segura, em estilo de encantadora simplicidade, ao alcance de todas as inteligências, pela cultura que revelava possuir no tocante à filosofia, à ciência, à literatura e a história dos povos.

No seu magnífico romance intitulado “A Casa Assombrada”, há uma passagem em que Bezerra nos diz porque desejou ser médico, como o verdadeiro discípulo de Hipocrates deve nortear sua vida profissional.

Bezerra de Menezes jamais deixou de prestar seus serviços profissionais, fosse a quem fosse. Havia mesmo em seu Espírito a volúpia, digamos assim, de fazer o bem, sem olhar a quem, e, por isso, não escolhia horas, fizesse bom ou mau tempo, estivesse descansado, tranqüilo , ou exausto de tanto trabalhar.

O certo é que seus estudos filosóficos, feitos durante seis anos consecutivos, todos os domingos, pelas colunas de O Paiz, eram lidos com atenção, não apenas pelos adeptos e simpatizantes do Espiritismo, mas também pelo clero geral, pelos católicos, enfim, por homens de cultura e pessoas de mediana instrução.

Da bibliografia de Bezerra de Menezes, antes e após a sua conversão do Espiritismo, constam os seguintes trabalhos: "A Escravidão no Brasil e as medidas que convém tomar para extingui-la sem dano para a Nação", "Breves considerações sobre as secas do Norte", "A Casa Assombrada", "A Loucura sob Novo Prisma", "A Doutrina Espírita como Filosofia Teogônica", "Casamento e Mortalha", "A Pérola Negra", "Lázaro, o Leproso", "História de um Sonho", "Evangelho do Futuro", "Os Carneiros de Panúrgio", "Espiritismo (Estudos Filosóficos), "Os Mortos que Vivem","Segredos da Natura ", "O Bandido" e "E algumas obras Psicografadas". Escreveu ainda várias biografias de homens célebres, como: Visconde do Uruguai, o Visconde de Carvalas, etc.

Médico

Bezerra, como médico, foi um exemplo de pessoa e homem. Inúmeras ocasiões tiravam de seus bolsos tudo quanto neles havia para que uma pobre mulher pudesse comprar o indispensável à dieta de seu filhinho!

E, ao regressar ele à sua humilde casa, tinha de privar-se de muita coisa que necessitava, mas isso pouco se lhe dava.

Jamais esmoreceu em seu procedimento. Ouvia sempre e preferencialmente a voz de seu coração, em vez de dar ouvido à voz do estômago.

Aquele que não dispunha de importância necessária para a compra dos medicamentos, o dono da farmácia tinha autorização para fornecê-los por sua conta.

Bezerra de Menezes vivia em constante contato com o Mundo Invisível, e, por isso, sua obra foi tão eficaz e efetiva. Ele sentia realmente, que toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho, os dois grandes inimigos do nosso progresso.

Deu, de acordo com as instruções que recebera do Espaço, a feição evangélica ao Espiritismo, e é graças a essa feição que a nossa querida Doutrina tanto tem avançado em nossa pátria.


AUTORES CONSULTADOS:

Divaldo Pereira Franco (fita), Francisco Cândido Xavier

Ramiro Gama, Sylvio Brito Soares

Zêus Wantuil, Palestras virtuais do C.E.L.D

Diversos Sites na internet

 

 

 
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