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Umbral
Umbral - Nome atribuído a uma localidade do chamado "astral
inferior", onde se estabelecem os espíritos de baixa vibração
espiritual, que precisam pagar por infrações cometidas contra
as leis de Deus.
Em geral ...
Suicidas, Homicidas,
Almas desajustadas e cometedoras de graves delitos.
Sua descrição não foge muito as descrições
dantescas do inferno. E aí pode estar uma das razões da
lenda de um inferno de fogo e enxofre. Porém a realidade dos espíritos
que expiam no umbral é bem diferente e por que não dizer
bem pior que a do inferno católico:
O espírito, não raro, sofre incessantemente com a visão
de seu suicídio ou de seus crimes. Ás vezes, por anos a
fio, revê sem parar o instante em que com um tiro tirava a própria
vida, sente a carne sendo dilacerada pelo projétil, vê a
condição desamparada de seus filhos que porventura tenha
deixado, é constantemente acusado de assassino, numa guerra psicológica
fora de nossa compreensão.
Muitas vezes sente fome ou sede insuportáveis, as vezes por anos
seguidos.
Sente frio ou calor inenarráveis.
E muito freqüentemente sentem o seu próprio corpo sendo consumido
pelos vermes, o vê se deteriorando e sente todas as sensações
decorrentes deste estado de putrefação.
O umbral se caracteriza, na linguagem dos espíritos, como um lugar
de extremo sofrimento, "de choro e ranger de dentes". Muitas
vezes o espírito, tão ignorante, desencarna, passa ali vários
anos e mesmo assim ignora sua condição desencarnado. Segundo
as descrições dos espíritos, o umbral é a
sede dos espíritos de baixo desenvolvimento espiritual da terra,
e sua descrição é, não raro, de um lugar de
trevas povoado de dor, gritos de sofrimento, gemidos, de um insuportável
cheiro pútrido, o que já é suficiente para caracterizar
o nível moral dos que ali residem. Essa descrição
deve ser tomada como uma constante, pois o umbral, como já relatado
alhures, se trata do nome do lugar onde existem essas características
básicas e para onde os espíritos inferiores são encaminhados
para resgatar dívidas, crimes e infrações.
O umbral se localiza próximo a crosta terrestre.
E é importantíssimo lembrar a maior diferença entre
o umbral e o inferno católico:
No inferno católico a alma infeliz recebe uma sentença eterna
de sofrer nas chamas do inferno para todo o sempre.
Segundo a doutrina espírita, o umbral é a região
onde o espírito desregrado permanece temporariamente, até
que lhe seja permitida uma nova encarnação para que possa,
sob o jugo da matéria, resgatar melhor suas dívidas para
com Deus ou expiar para que possa continuar caminhando para frente rumo
a sua evolução. Porque no espiritismo não existe
uma lei de Deus que condene ou felicite um espírito eternamente,
pois existe a lei da reencarnação e uma imposição
assim estaria claramente negando a tão falada justiça divina,
que o catolicismo tanto proclama mas se contradiz totalmente ao impor
penas eternas para uma alma que só teve uma encarnação
para praticar o bem e o mal.
Nesse ponto o catolicismo não procura nem saber em que condições
aquela alma veio ao mundo, se numa família rica e carinhosa ou
se numa sarjeta com uma mãe prostituta e um pai desconhecido. É
por esses motivos que só o espiritismo consegue explicar lógica
e racionalmente a vida e Deus sem se contradizer em nenhum momento.
Depois de cada desencarnação, a grande maioria regressa
habitualmente às zonas purgatórias de que procede, ...
com alguma vantagem no acerto das suas contas,
mas não com valores acumulados, imprescindíveis à
definitiva libertação das sombras, porque todos somos tardios
na decisão de pagar nossos débitos, até o integral
sacrifício ...
Esses lugares não são infelizes, de vez que infortunados
são os irmãos que os povoam..... as áreas do espaço,
às vezes enormes, ocupadas por legiões de criaturas padecentes
ou desequilibradas, estão circunscritas e policiadas, por maiores
que sejam, funcionando à maneira dos sítios terrestres,
utilizados por grandes instituições para a recuperação
dos enfermos da mente.
O estado de tribulação é pertinente ao espírito
e não ao lugar. Muitos de nós, os desencarnados, suportamos
tempos difíceis, em paisagens determinadas que nos refletem as
próprias perturbações íntimas. Essa anomalia
pode perdurar por muito tempo, de conformidade com as nossas inclinações
e esforço indispensável para que nos aceitemos, imperfeitos
como ainda somos, conquanto não ignoremos a necessidade de burilamento
que as leis da vida nos estabelecem. Somos, por agora, consciências
endividadas ou expoentes de evolução deficitária,
ante a Vida Maior, carregando o dever de podar os nossos defeitos em trabalho
digno e incessante.
Enquanto estejamos em desequilíbrio, após a desencarnação,
desequilíbrio que é sempre agravado pela nossa inconformidade
ou rebeldia, orgulho ou desespero, ameaçando a segurança
dos outros, permaneceremos compreensivelmente internados ou segregados
em faixas de espaço, junto de quantos evidenciem perturbações
ou conflitos semelhantes aos nossos, à maneira de doentes mentais,
afastados do convívio doméstico para tratamento justo.
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