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VIBRAÇÕES
VIBRAÇÕES
COMPENSADAS
- Em sua palestra,
o Instrutor Albério afirmou que, dependendo dos nossos semelhantes,
em nossa trajetória para a vanguarda evolutiva, à maneira
dos mundos que se deslocam no Espaço, "agimos e reagimos uns
sobre os outros, através da energia mental em que nos renovamos constantemente,
criando, alimentando e destruindo formas e situações, paisagens
e coisas, na estruturação dos nossos destinos". "Nossa
mente é, dessarte, um núcleo de forças inteligentes,
gerando plasma sutil que, a exteriorizar-se incessantemente de nós,
oferece recursos de objetividade às figuras de nossa imaginação,
sob o comando de nossos próprios desígnios", complementou
o instrutor. Todos os seres vivos respiram na onda de psiquismo dinâmico
que lhes é peculiar, dentro das dimensões que lhes são
características ou na freqüência que lhes é própria.
"Esse psiquismo independe dos centros nervosos, de vez que, fluindo
da mente, é ele que condiciona todos os fenômenos da vida orgânica
em si mesma." Examinando, assim, os valores anímicos como faculdades
de comunicação entre os Espíritos, não podemos
perder de vista o mundo mental do agente e do recipiente, porque, em qualquer
posição mediúnica, a inteligência receptiva está
sujeita às possibilidades e à coloração dos
pensamentos em que vive, e a inteligência emissora jaz submetida aos
limites e às interpretações dos pensamentos que é
capaz de produzir. Albério exemplificou essa assertiva com um suposto
diálogo entre um hotentote desencarnado e um sábio terrestre.
Neste caso, o desencarnado nada poderá oferecer ao sábio além
dos assuntos triviais em que se lhe desdobraram no mundo as experiências
primitivistas. Se o desencarnado for o sábio a comunicar-se com o
hotentote encarnado, não conseguirá ele facultar-lhe cooperação
imediata, salvo no trabalho embrionário em que se lhe situam os interesses
mentais, como por exemplo o auxílio a um rebanho ou a cura dos males
do corpo denso. Claro que, por isso, o hotentote não se sentiria
feliz na companhia do sábio e o sábio não se demoraria
com o hotentote, por falta desse alimento quase imponderável a que
podemos chamar "vibrações compensadas". E' da Lei,
elucidou Albério, que nossas maiores alegrias sejam recolhidas ao
contato daqueles que, em nos compreendendo, permutam conosco valores mentais
de qualidades idênticas aos nossos, assim como as árvores oferecem
maior produtividade se colocadas entre árvores da mesma espécie,
com as quais trocam seus princípios germinativos."NOS
DOMINIOS DA MEDIUNIDADE", Cap. 1, págs. 16 a 18
5.
O problema da sintonia - O Instrutor asseverou, então, que não
podemos em mediunidade olvidar o problema da sintonia, ajuntando: "Atraímos
os Espíritos que se afinam conosco, tanto quanto somos por eles
atraídos; e se é verdade que cada um de nós somente
pode dar conforme o que tem, é indiscutível que cada um
recebe de acordo com aquilo que dá". Achando-se a mente na
base de todas as manifestações mediúnicas, quaisquer
que sejam seus característicos, é imprescindível
enriquecer o pensamento, incorporando-lhe os tesouros morais e culturais,
os únicos que nos possibilitam fixar a luz que jorra para nós,
das Esferas mais altas, através dos gênios da sabedoria e
do amor que supervisionam nossas experiências. Estão, pois,
certos aqueles que compararam nosso mundo mental a um espelho. Refletimos
as imagens que nos cercam e arremessamos na direção dos
outros as imagens que criamos. Como não podemos fugir ao imperativo
da atração, somente retrataremos a claridade e a beleza,
se instalarmos a beleza e a claridade no espelho de nossa vida íntima.
Os reflexos mentais, conforme a sua natureza, favorecem-nos a estagnação
ou nos impulsionam a jornada para a frente, porque cada criatura humana
vive no céu ou no inferno que edificou para si mesma, nas reentrâncias
do coração e da consciência, independentemente do
corpo físico. Vemos a mediunidade em todos os tempos e em todos
os lugares. Missões santificantes e guerras destruidoras, tarefas
nobres e obsessões pérfidas guardam origem nos reflexos
da mente individual ou coletiva, combinados com as forças sublimadas
ou degradantes dos pensamentos de que se nutrem. Cabe-nos, pois, saber
cultivar a educação, aprimorando-nos cada dia. Médiuns
somos todos nós, nas linhas de atividade em que nos situamos; a
força psíquica é peculiar a todos os seres, mas não
existe aperfeiçoamento mediúnico sem acrisolamento da individualidade.
E' perigoso possuir sem saber usar; o espelho sepultado na lama não
reflete o esplendor do Sol ; o lago agitado não retrata a imagem
da estrela. E' imprescindível saber que tipo de onda mental assimilamos,
para conhecer da qualidade de nosso trabalho. Após desfilar tantos
conceitos de profundidade, Albério propôs: "Elevemos
nosso padrão de conhecimento pelo estudo bem conduzido e apuremos
a qualidade de nossa emoção pelo exercício constante
das virtudes superiores, se nos propomos recolher a mensagem das Grandes
Almas". "Mediunidade não basta só por si."
(Cap. 1, págs. 18 a 20)
Intuitivos
Intuitivos: aqueles com quem os Espíritos se comunicam pelo pensamento.
(muito comuns, mas também muito sujeito a erros, por não
poderem , muitas vezes, discernir o que provém dos Espíritos
ao que deles próprio emana.
A mediunidade intuitiva se dá pela transmissão do pensamento".
É,
também, através da Mediunidade intuitiva, que temos sido
agraciados com inúmeras páginas de elevado teor moral, recebidas
por diversos médiuns de renomado conceito no meio espírita.
Dá-se,
através do pensamento, pois nesse tipo de mediunidade, o espírito
comunicante, não pega na mão do médium para que este
escreva o que pretende enunciar, é a alma do próprio médium
quem elabora o conteúdo da mensagem, traduzindo conforme seus conhecimentos,
dentro dos valores morais e intelectuais, que possui, dando forma ao que
recebe do espírito desencarnado comunicante, fazendo assim o papel
de um intérprete como conhecemos na vida diária.
Daí,
a dificuldade de se distinguir o que é realmente ditado por um
espírito comunicante, daquilo que faz parte da bagagem intelectual
e moral do próprio médium intuitivo.
Allan
Kardec, nos esclarece perfeitamente como se processa esse fenômeno,
no Livro dos médiuns, que julgamos oportuno transcrever abaixo:
"A
transmissão do pensamento também se dá por meio do
Espírito do médium, ou, melhor, de sua alma, pois que por
este nome designamos o Espírito encarnado. O Espírito livre,
neste caso, não atua sobre a mão, para fazê-la escrever;
não a toma, não a guia. Atua sobre a alma, com a qual se
identifica. A alma, sob esse impulso, dirige a mão e esta dirige
o lápis. Notemos aqui uma coisa importante: é que o Espírito
livre não se substitui à alma, visto que não a pode
deslocar. Domina-a, mau grado seu, e lhe imprime a sua vontade. Em tal
circunstância, o papel da alma não é o de inteira
passividade; ela recebe o pensamento do Espírito livre e o transmite.
Nessa situação, o médium tem consciência do
que escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento.
E o que se chama médium intuitivo.
Mas,
sendo assim, dir-se-á, nada prova seja um Espírito estranho
quem escreve e não o do médium. Efetivamente, a distinção
é às vezes difícil de fazer-se, porém, pode
acontecer que isso pouca importância apresente. Todavia, é
possível reconhecer-se o pensamento sugerido, por não ser
nunca preconcebido; nasce à medida que a escrita vai sendo traçada
e, amiúde, é contrário à idéia que
antecipadamente se formara. Pode mesmo estar fora dos limites dos conhecimentos
e capacidades do médium.
O
papel do médium mecânico é o de uma máquina;
o médium intuitivo age como o faria um intérprete. Este,
de fato, para transmitir o pensamento, precisa compreendê-lo, apropriar-se
dele, de certo modo, para traduzi-lo fielmente e, no entanto, esse pensamento
não é seu, apenas lhe atravessa o cérebro. Tal precisamente
o papel do médium intuitivo".
Por
isso, não se cansam os espíritos superiores de nos alertar
para a necessidade de nos aprimorarmos moral e intelectualmente para melhor
podermos servir de intermediários entre os dois planos da vida,
recolhendo dos benfeitores do plano mais alto os ensinamentos puros para
a nossa necessária melhoria individual e coletiva, ajudando dessa
forma no progresso do nosso planeta e da humanidade tão carentes
de bons intérpretes.
Na intuição o médium também não se
afasta do corpo, mas tem de sintonizar-se mentalmente a harmonizar-se
vibratoriamente com o espírito para receber telepaticamente a influência
estranha e posteriormente transmití-la.
Duas pessoas sintonizadas mentalmente estarão, evidentemente, com
as mentes perfeitamente entrosadas e havendo entre elas harmonia vibratória,
se estabelecerá entre elas uma ponte magnética vinculando-as,
imantando-as profundamente.
Os pensamentos e as sensações diferentes que o médium
sente, deve-se ao jato de força mental e força vibratória
que o espírito lança sobre o sistema nervoso do encarnado,
ou seja, as idéias ou sugestões mentais vem carregadas de
sentimentos, sensações etc.
O médium recebe as idéias, interpreta-as e dá-lhes
forma com suas próprias palavras.
Não raro o comunicante imprime maior vigor à ação
telepática pondo a mão no cérebro material, caracterizando
aí a chamada mediunidade intuitiva.
O problema dos médiuns intuitivos é a distinção
entre seus próprios pensamentos e os pensamentos oriundos dos Espíritos.
Há faculdades em que a percepção dos Espíritos
é nítida e semelhante à percepção dos
órgãos dos sentidos. O mesmo não se dá com
a intuição. O médium tem razões para crer
que o pensamento não foi criado por ele, mas também não
sente segurança para afirmar que é oriundo de um Espírito.
A mediunidade intuitiva está intimamente ligada à estrutura
do embrionário órgão telepático, que é
um reflexo da sensibilidade psíquica, cujo desenvolvimento se irá,
a seu tempo, denunciando.
Os espíritos desencarnados que perambulam no astral inferior rapidamente
identificam os encarnados que têm a mediunidade de incorporação,
ao notarem a facilidade com que eles recebem as suas intuições,
o que não se dá com as demais pessoas. Com isso, a criatura
dotada dessa faculdade será fatalmente vítima de tais espíritos,
se não estiver esclarecida e preparada para repelir o seu contato
de má influência.
PSICOGRAFIA INTUITIVA: a transmissão do pensamento se
dá por meio do Espírito do médium. O espírito
não atua sobre a mão do médium para fazê-lo
escrever, não a toma nem a guia. Atua sobre o Espírito do
médium e este dirige sua mão.
O Espírito não substitui o Espírito do médium
, visto que não o pode deslocar. Atua sobre a sua vontade. O médium
tem consciência do que escreve embora não exprima seu próprio
pensamento.
O papel do médium mecânico é o de uma máquina,
o do intuitivo é de um intérprete.
PSICOGRAFIA POR INTUIÇÃO: são todas as pessoas
que em estado normal ou de êxtase recebem pelo pensamento comunicações
estranhas às suas idéias preconcebidas.
IMPORTÂNCIA DA PSICOGRAFIA: as comunicações
feitas através da psicografia são muito mais fáceis
para se estudar, analisar, guardar, pois nas comunicações
faladas muito se perde.
A participação do médium também é muito
importante devido à responsabilidade que ele adquire de aprender
e tentar se equilibrar para poder transmitir cada vez melhor. Por esse
motivo que vemos cada vez mais a mediunidade consciente substituindo a
inconsciente ou fenômenos de efeitos físicos, que serviram
para despertar a humanidade para a mediunidade.
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