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Allan Kardec Prefácio – Quando ficamos indecisos quanto a alguma coisa que temos por fazer, devemos propor-nos, antes de tudo, as seguintes questões: 1.º) O que pretendo fazer pode causar algum prejuízo a outra pessoa? 2.º) Pode ser útil a alguém? 3.º) Se alguém fizesse o mesmo para mim, eu ficaria satisfeito? Se o que temos de fazer só interessa a nós mesmos, é conveniente pesar as vantagens e desvantagens pessoais que nos podem advir. Se interessa a outros, e se fazendo bem a um pode resultar em mal para outro, é igualmente de conveniência pesar as vantagens e desvantagens. Afinal, mesmo para as melhores coisas, é necessário considerar a oportunidade e as circunstâncias, porquanto uma coisa boa por si mesma pode dar maus resultados em mãos inábeis, ou se não for conduzida com prudência e circunspecção. Em todo caso, pode-se sempre pedir a assistência dos Espíritos protetores, lembrando-nos desta máxima de sabedoria: Na dúvida, abstém-te! Prece
– Em nome de Deus Todo-Poderoso, vós, Bons Espíritos
que me protegeis, inspirai-me a melhor decisão a tomar, na incerteza
em que me encontro. Dirigi o meu pensamento para o bem, e desviai a influência
dos que tentam enganar-me.
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