" A VIDA HUMANA E O ESPÍRITO IMORTAL" - RAMATíS

Problemas da Família


Pergunta: - Conforme tendes explicado, a família é o agrupamento humano de espíritos amigos ou adversos, que, através dos laços consangüíneos, unem-se pelo afeto ou vinculam-se pelas dívidas cármicas do passado. Não é assim?
Ramatís: - Realmente, a família carnal tanto é constituída por espíritos afins, assim como se compõe de almas adversas e de graves conflitos do passado! No seio do lar processa-se o adestramento espiritual orientado para a vida superior, em que o amor une os espíritos amigos e o ódio imanta os adversário. Por isso, a família tanto pode ser um ensejo abençoado, que entretém as almas amorosas numa preliminar do Paraíso, assim como gera conflitos, desafios e lutas emotivas, que podem terminar pela separação; e às vezes, conforme noticiam os jornais, até pelo crime de morte!


Pergunta: - Qual é a outra finalidade do lar terreno, além da oportunidade de retificação cármica dos seus componentes familiares?
Ramatís: - A família humana é o fundamento ou a miniatura da família universal, pois os laços consangüíneos apenas delimitam as vestimentas físicas e transitórias numa existência humana, mas sem eliminar a autenticidade espiritual de cada membro ali conjugado. Sem dúvida, a ancestralidade biológica ou a herança genealógica própria da constituição carnal reúne os mais diversos temperamentos espirituais sob uma só configuração consangüínea, a fim de estabelecer uma contemporização amistosa. O lar terreno significa a hospedaria da boa-vontade, em que o homem e a mulher conjugam-se na divina tarefa de servir, amar e orientar os espíritos amigos ou adversos que, por Lei Sideral, se encarnam, buscando o amparo fraterno e dispostos a acertarem as contas pregressas! Acima do sentimento ególatra ou de "propriedade", que em geral domina os esposos na posse sobre os filhos, deve prevalecer o conceito elevado de irmandade universal, porquanto a realidade do espírito imortal não deve ser sacrificada às simpatias e posses do corpo carnal!


Pergunta: - Como compreendermos que a família humana é uma experiência ou adestramento para compor a futura família universal?
Ramatís: - A família humana é um conjunto de almas oriundas da mesma fonte divina; difere, apenas, em sua periferia, pela convenção terrena de cônjuges, filhos, pais ou parentes, cuja vestimenta consangüínea ancestral contemporiza a reunião de desafetos do passado, num treino afetivo e em direção à futura família universal!
Os corpos carnais não passam de escafandros transitórios, que proporcionam aos espíritos encarnados o recurso de desempenharem as suas atividades na vida humana, enquanto também desenvolvem os sentimentos fraternos e avivam as demais virtudes latentes no âmago da alma. Os interesses egocêntricos, as idéias artísticas, preferências políticas, tendências científicas, ambições sociais ou entretenimentos religiosos, são os ensejos que proporcionam às almas a melhoria de sua graduação espiritual. As dissidências tão comuns no seio das famílias terrenas resultam da diferença de idade espiritual entre os seus componentes, em que os mais primários produzem aflições, sofrimentos e prejuízos aos mais evoluídos, em face do mesmo vínculo cármico do passado.
Mas, no decorrer das sucessivas existências no mundo físico, os espíritos diversificados pelos mais opostos temperamentos aprimoram-Se e amenizam os seus conflitos pregressos através do sofrimento e serviços recíprocos, até alcançarem a compreensão espiritual definitiva. Lentamente, velhos adversários aproximam-se atraídos pelos laços da parentela humana e, louvavelmente, fazem as pazes e confraternizam-se para a ventura em comum. Embora a diferença de interesses, o choque de ambições, e a cobiça pelo melhor, possam atiçar velhos ódios e frustrações do pretérito, a vida em comum, no seio da família, ameniza os desentendimentos e os estigmas entre os espíritos fadados à mesma angelitude. É certo que os mais embrutecidos e escravos das paixões animais chegam a sacrificar o companheiro consangüíneo nas competições dos valores do mundo físico, pois no subjetivismo da alma pressentem a presença do algoz ou desafeto de outrora.
Em conseqüência, a pilhagem, belicosidade e avareza ainda são conseqüências dessa feroz competição humana, em que litigam os espíritos na trajetória da vida física, entre acertos louváveis e equívocos censuráveis, porém jamais deserdados do amor do Cristo e impedidos de serem felizes! Assim prossegue a safra de vítimas e algozes, que retornam em sucessivas existências vinculadas à mesma roupagem carnal consangüínea para a organização das famílias humanas, no sentido de extinguir a personalidade humana e separativista do homem ciumento, egotista e impiedoso escravo dos instintos animais. Através do exercício afetivo no lar, na troca de favores e iniciativas dos membros da família, a individualidade espiritual vai externando os seus valores eternos de feição moral.


Pergunta: - Malgrado a diferença de graduação espiritual entre os componentes das famílias humanas, não deveria haver a paz e a compreensão entre todos, por força da mesma origem ancestral biológica?
Ramatís: - As lâmpadas elétricas, embora sejam do mesmo aspecto e tamanho, podem variar conforme a capacidade de reter e distribuir a corrente da usina, pois uma lâmpada de 25 velas é implicitamente inferior em iluminação à de 200 velas! Assim, mormente os membros da família terrícola provirem da mesma linhagem ancestral biológica e ainda vincularem-se pelos mesmos interesses afins do conjunto, eles se diferenciam frontalmente quanto à capacidade espiritual no intercâmbio doméstico. São criaturas modeladas sob a mesma plastia carnal, mas variam quanto ao seu conteúdo espiritual, pois, além das diferenças individuais de razão e sentimentos, ainda prevalece, pessoalmente, a condição de amigos ou inimigos, algozes ou vítimas, em vidas anteriores.
A família, na sua convenção carnal, reúne espíritos adversários imantados pelo ódio ou amigos unidos pelo amor do pretérito! Uns, vibram pela vingança ainda latente no âmago do seu psiquismo intolerante; outros, vivem os estímulos amorosos e fraternos de longa amizade! No desdobramento da vivência no lar, desde as etapas de criança, moço, homem maduro e velho, os espíritos ali encarnados conflitam-se sob os desejos e ambições pessoais. E a tempestade humana só ameniza quando alguém renuncia, ou pelo conhecimento superior exemplificado pela tolerância fraterna. Daí, as cenas trágicas é algo comum entre os próprios componentes carnais das famílias terrenas, cujos acontecimentos desairosos são mais freqüentes nos lares primários, onde o ódio e a frustração gravados na memória perispiritual do passado estouram com tal violência e desamor, que se transformam em acontecimentos lastimáveis!
Por isso, a família humana significa a "trégua" de lutas odiosas entre os espíritos adversos desde várias vidas anteriores. O vínculo consangüíneo é um recurso capaz de amenizar o entrechoque de espíritos faltosos e que se atenua por força da sobrevivência carnal sob o mesmo ascendente biológico. Evidentemente, são raros os lares terrícolas, que apresentam uma atmosfera agradável e proveitosa. servindo como louváveis educandários freqüentados por almas diligentes. corteses e de boa vontade!
Aqui, o chefe de família conserva a fisionomia amargurada e traz para o lar os problemas aflitivos do seu trabalho profano; ali, a esposa deblatera sob visível irritação quanto às suas frustrações na competição tola social da moda, ditada pelos costureiros excêntricos; acolá, os filhos preguiçosos preocupam os progenitores acusando os professores de parcialidade; as moças confrangem pelas decepções amorosas na obstinação de se unirem a criaturas delinqüentes, irresponsáveis ou marginais. Os problemas avultam no seio da família; é o parente que negaceia quanto ao pagamento da divida avalizada pelo cunhado; e o moço ou a moça sofisticados no ambiente social, que se antipatizam pela vivência caseira e modesta do lar! A esposa lastima-se, lacrimosa, pela "toilette" pobre e fora da moda ou pela falta de jóias! Os conflitos e as insatisfações domesticas ainda aumentam sob o reinado despótico dos netos, espécie de reizinhos sem coroa, cuja ditadura ridícula no ambiente da família ainda é apoiada pelo excessivo sentimentalismo dos avós!
Em geral, a mesa doméstica das refeições é a arena onde se debatem os problemas nevrálgicos, tolos ou trágicos da família! Lembra pequena praça de guerra em que os adversários espirituais do passado despejam toda a inconveniência do mundo na hora sagrada de alimentação: Altera-se o metabolismo digestivo nos choques psicossomáticos dos membros da família, que mastigam porções de alimentos sob mútuos desaforos ou queixas lamentosas. Em conseqüência, proliferam as doenças enquadradas na terminologia médica das úlceras, choques anafiláticos, perturbações hepáticas, deficiências pancreáticas, vesículas esclerosadas, palpitações cardíacas, colites e espasmos intestinais. Infelizmente isso é comum, porque o lar terreno ainda é o abrigo de algozes e vítimas, amargos e inimigos do passado, ali convocados sob a mesma indumentária carnal, a fim de acertarem as dívidas do pretérito!
Os membros da família terrena ignoram a sua responsabilidade espiritual do passado, por cujo motivo sacrificam a função educativa e contemporizadora do lar. Intolerantes, vingativos e impiedosos, discutem pelas coisas mais fúteis e digladiam-se esposas e esposos pela supremacia doméstica! Os jovens convictos de sua sabedoria jamais aceitam o conselho experimentado dos "velhos", e o conflito dinamiza-se ainda mais em face dos arraigados pontos de vista pessoais dos membros da mesma família!


Pergunta: - Todos os espíritos que se encarnam na Terra devem casar e constituir família sob a implacável recomendação bíblica de "Crescei e multiplicai-vos"?
Ramatís: - A recomendação bíblica do "Crescei e multiplicai-vos" é no sentido de as criaturas gerarem o maior número de corpos carnais, a fim de solucionar-se mais breve possível o problema de bilhões de espíritos necessitados de urgentes encarnações a liquidarem suas dívidas pregressas. O renascimento físico é o ensejo da reabilitação espiritual no trato com os fenômenos e acontecimentos da vida material, por cujo motivo, quanto mais corpos gerados, mais breve a redenção das almas aflitas e erráticas do Além-Túmulo!
Considerando-se que a Terra é um planeta primário de alfabetização espiritual, e o casamento ainda assegura a disciplina e o controle da procriação sob a ética sadia e responsabilidade moral humana, a procriação então exige um compromisso mútuo de entendimento e proteção recíprocos. O homem e a mulher casam-se por efeito de um contrato bilateral, em que por conveniência social e moral deve haver o respeito mútuo, enquanto a instituição do lar significa o ambiente protetor dos demais espíritos ali encarnados como filhos! O casamento carnal, embora ainda sofra os imprevistos das separações prematuras entre os cônjuges, obedece a um programa previamente delineado no Espaço, em que dois espíritos se comprometem de fornecer as vestimentas carnais para amigos e inimigos do passado.
No seio da família terrícola os espíritos encarnados aprendem a mobilizar as suas qualidades psíquicas, quer dinamizando os sentimentos fraternos na troca dos interesses recíprocos, assim como adquirindo novos conhecimentos pela experiência dos mais velhos. É tão valiosa a função do lar que os espíritos trânsfugas do passado, na responsabilidade doméstica, tornam-se indignos de um novo esponsalício humano. Cumpre-lhes viver na condição de um marginal sem companheiro ou companheira, sem filhos ou filhas sem parentes ou afetos familiares. O aconchego caloroso do lar e o júbilo da descendência da família, que prolonga a configuração ancestral dos pais na face do mundo físico, são dádivas imerecidas para os espíritos negligentes, que estiolaram no passado os valores inestimáveis da vida em família!
O homem que desprezou a sua companheira honrada, ou a mulher que traiu o seu companheiro digno, só merecem existência desconfortável e vazia de afetos, ainda agravados pela imantação cármica a espíritos de quilate inferior, que os ajudarão a sentir a gravidade de sua defecção do passado! É de velho provérbio, que quem despreza o melhor, sempre colhe o pior! E quando a compaixão divina permite a tais espíritos comporem o agrupamento da família, jamais eles usufruem de paz e harmonia tão desejadas, porque esse conjunto familiar ainda é de graduação espiritual inferior. Assim como o ácido limpa as vidraças e a lixa dá polimento à madeira bruta, os espíritos primários também terminam "lixando" as arestas dos espíritos mais astutos, a que se imantam pela Lei do Carma!


Pergunta: - Quais são os acontecimentos que podem interferir e até impedir a união conjugal de dois espíritos, programada no Espaço antes da encarnação de ambos?
Ramatís: - O espírito consciente e responsável sabe qual é o limite a que pode exercer o seu "livre arbítrio" sem causar prejuízos ao próximo!

Ele pode trair o seu compromisso matrimonial previamente combinado no Espaço para convivência com outro espírito, deixando-se fascinar por uma paixão indomável com outra mulher que não figurava no seu programa cármico! Mas enquadrado sob o fatalismo da Lei do Carma, alhures, ele há de indenizar, "ceitil por ceitil", todos os prejuízos e males ocasionados na fuga do seu compromisso atado no céu! A sua dívida é acrescida dos juros da correção sideral e há de indenizar a sua vítima pelo tempo perdido que ela terá de despender na rota de sua felicidade! Mas em face da instabilidade própria do mundo físico, também podem surgir imprevistos contrariando a vontade do espírito no cumprimento de certo programa matrimonial assumido antes do renascimento físico. As moléstias, mutilações, os acidentes e a ausência compulsória por delitos e até a interferência despótica dos progenitores do outro cônjuge podem contribuir para essa responsabilidade e impedir o enlace matrimonial previsto.

Pergunta: - No caso de espíritos frustrarem o seu compromisso de união conjugal no mundo físico, isso não causa prejuízos às demais entidades comprometidas no mesmo programa coletivo e que ficam impossibilitadas de se encarnarem?
Ramatís: - Sem dúvida, qualquer união conjugal programada no Espaço, mas frustrada na Terra, seja por culpa dos seus responsáveis ou por circunstâncias imprevistas, altera o roteiro cármico de outras almas vinculadas ao mesmo esquema de ascendentes biológicos! O esponsalício terreno, malgrado os terrícolas o considerarem um acontecimento comum, ainda é fruto de prévia combinação no Espaço. Significa o ensejo, em que dois espíritos aceitam a condição recíproca de esposo e esposa para viverem no mesmo lar, a fim de acertarem os débitos pregressos e gerarem corpos para outras almas.


Pergunta: - Mas qual é a compensação para os espíritos prejudicados, quando os responsáveis pelo seu nascimento físico frustram o seu compromisso conjugal aceito espontaneamente no Espaço?
Ramatís: - Mesmo nas esferas espirituais junto à Terra e cujos moradores são desencarnados, ainda não há perfeição, mas eles defrontam com muitas incógnitas do Universo, Os programas combinados no Espaço às vezes sofrem interferências inesperadas e até inexplicáveis, que lhes altera o rumo determinado pelos seus responsáveis, Em conseqüência, no caso de frustração e prejuízos alheios, os faltosos sempre terão de ressarcir ou indenizar os prejudicados, segundo o seu grau de culpa e eliminadas as circunstâncias imprevistas, Considerando-se as inúmeras existências carnais que ainda aguardam os espíritos do quilate terreno, há tempo suficiente para todos acertarem suas contas pretéritas, sem que se perca uma só ovelha do aprisco do Senhor! E como não há afilhadismo ou privilégios divinos, "cada um colhe segundo a sua obra". O espírito é o senhor de si mesmo e goza do livre arbítrio para agir com liberdade no mecanismo da vida e da criação divina; mas será tolhido e corrigido, assim que dos seus atos decorrerem prejuízos ao próximo.


Pergunta: - Qual é a compensação proporcionada pela Justiça Divina aos prejudicados, quando certo casal terreno deixa de cumprir na vida física o seu compromisso conjugal assumido no Espaço?
Ramatís: - Sob o conceito cármico e evangélico enunciado pelo Cristo Jesus, de "Quem com ferro fere, com ferro será ferido", jamais haverá prejuízos entre os comparsas do mesmo programa sideral em função na Terra, Assim, os espíritos prejudicados com a fuga do compromisso, assumido pelos culpados de sua frustração, hão de indenizar-se, alhures, e devidamente compensados, dos prejuízos recebidos. Ademais, na escolha dos pais físicos, também se candidatam espíritos da mesma índole e afinidade espiritual. Espíritos cuja vivência pregressa tem sido da mais louvada correção e fidelidade de programa merecem nascer de progenitores sob a mesma graduação espiritual. No entanto, os faltosos pregressos, que frustraram compromissos causando prejuízos alheios, são encaminhados para o nascimento através do recurso físico oferecido por espíritos ainda propensos à defecção espiritual. "Não cai um fio da cabeça do homem sem que Deus não saiba", diz o velho adágio e o traduzimos por "Não há um ceitil de injustiça ao homem ante a Justiça e Sabedoria de Deus"! As entidades que se encarnam dependendo o seu sucesso físico da união conjugal de outros espíritos volúveis e irresponsáveis, que podem frustrar-lhes a encarnação, também cometeram delito semelhante no passado e causaram os mesmos prejuízos a outrem. Os espíritos volúveis são atraídos pelos espíritos volúveis, e os espíritos sensatos pelos espíritos sensatos.
Na trama cármica das encarnações físicas, os espíritos interligam-se por afinidade espiritual ou através dos vínculos culposos de vidas anteriores. Assim, a vivência humana agradável, ou desagradável, frustrada ou acertada, é uma conseqüência da natureza boa ou má do espírito encarnado! Os espíritos só se reencarnam sob um esquema traçado pelos instrutores e técnicos competentes, no Além, onde intercambiam emoções, sentimentos afins ou ostensivos, e ajustam os seus propósitos aos interesses do conjunto! Espíritos nobres ou sórdidos, sábios ou ignorantes, bondosos ou malignos, santos ou delinqüentes, ligam-se na trama da existência física e se agrupam sob diversos motivos de interesses recíprocos movimentados no passado e trazendo resíduos corretivos. Em conseqüência, há espíritos bondosos e de boa estirpe espiritual, que ainda se imantam a entidades inferiores porque as exploraram em seu exclusivo bem e interesse pessoal. Embora tenham galgado mais alguns degraus na escadaria espiritual, terão de liquidar quaisquer saldos de contas devedoras do pretérito, ajudando os próprios comparsas à mais breve ascese para a freqüência superior. Mas, como no Espaço também não há regras sem exceção, existem almas missionárias e benfeitoras, que não hesitam em abandonar o seu mundo de venturas e encarnarem-se para socorrer e auxiliar espíritos primários e até vingativos, junto aos quais comprovam a sua piedade e amor sob a égide do Cristo!


Pergunta: - Qual seria a composição de um lar terreno, integrado perfeitamente nas normas educativas da vida superior?
Ramatís: - Quando os esposos compreendem o objetivo real das leis espirituais, que os orientam na comunhão fraterna quando encarnados, inclusive atinente à função do mecanismo sexual como técnica criadora e não simples função de prazer transitório, é evidente que eles então se libertam da apregoada necessidade biológica sexual incessante e consideram-se apenas como "procuradores divinos", investidos da missão de criar outros corpos no mundo material.
Muito antes de cultivarem deliberadamente a sensação física no intercâmbio sexual, eles não desconhecem a sua função de "deusinhos", que sob a procuração divina atuam no cenário da vida humana a fim de proporcionar novos equipos carnais para outros companheiros elevarem-se conscientemente à angelitude Na hora do enlace sexual físico, a esposa e o esposo são apenas dois "campos magnéticos" de pólos opostos e atrativos, cujas forças criadoras que emanam do mundo animal instintivo, também se fundem às energias captadas dos planos angélicos e estimulantes da ascese espiritual humana. Essas energias sublimes irrigam o perispírito do homem e da mulher na hora sexual, pois Se acasalam em misterioso esponsalício na zona c no plexo solar e abdominal, onde o chacra umbilical controla os automatismos genésicos criadores e desata o esquema do renascimento. Nesse encontro criador, todos os demais "chacras" ou centros de forças etéricos, distribuídos à periferia do "duplo etérico", revitalizam-se entre si 10 pelo fluxo energético que desce do mundo psíquico e impregna qualitativamente o mundo instintivo da carne.

10 - Vide a obra "Elucidações do Além" de Ramatís, bastante explicativa do duplo-etérico e centros de forças conhecidos por chacras.

Afora de simples "objeto-sensação", a mulher é poderosa antena viva captando o magnetismo superior que flui do mundo oculto durante a relação sexual. operando o milagre da união com as forças inferiores que sobem do mundo animalizado. O desconhecimento desse acontecimento energético durante o intercâmbio genésico transforma o homem num incessante procurador do gozo ou prazer exclusivamente físico, ignorando que, acima de tudo, o ato sexual é uma atividade com a finalidade precípua de esculturar na carne humana a configuração de outro ser credenciado pelos mesmos direitos de vivência e proteção. O casamento na carne é a consagração humana de um compromisso assumido pelos espíritos antes da nova encarnação. Além de proporcionar a recuperação espiritual de ambos, também atende à função de cria, mais corpos, que servirão para outros espíritos aflitos resgatarem as suas dívidas pretéritas. Além da diferenciação biológica, e hereditária da vestimenta carnal, as características diferentes de sexo, esposo e esposa modelados na forma terrena, tão-somente encobrem a realidade de espíritos irmãos oriundos da mesma fonte divina.
Em conseqüência, além do convênio conjugal transitório da carne, deve predominar a qualidade e missão da centelha espiritual, que é o endosso superior da relação sexual.


Pergunta: - Então sempre é algo desairoso ou criticável o impulso natural sexual, embora seja o fundamento da vida carnal?
Ramatís: - Não existem justificativas para sancionar os aviltamentos que contrariam ou inferiorizam o sexo, além de sua função natural de proporcionar novas vidas humanas. O processo e a sinalética sexual não são intrinsecamente afrontosos. nem mesmo devem ser responsáveis por todas as fraquezas e concepção de orgulho de honra .medieval. O imperativo sexual não é fenômeno limitado exclusivamente às funções fisiológicas ou procriativas na configuração humana, nem exclusivamente sensação erótica e voluptuosa, que alguns abusam até à alucinação. O sexo, malgrado distinguir na estrutura do corpo físico a característica masculina ou feminina, é apenas sinalética provisória em cada encarnação, assinalando a espécie de experiência que compete ao espírito encarnado. Sob o esquema espiritual, o sexo masculino identifica a alma que se encontra em operação de comando e "mais ativa", enquanto o sexo feminino indica a entidade em submissão, e "mais passiva" na sua atuação carnal. Em conseqüência, a nomenclatura de sexo é de feição mais animal, classificando operação ativa na experiência masculina e operação passiva na atividade feminina. Mas à medida que o espírito ascensiona do primarismo de "homem-animal" para a diafanização do perispírito sublimado, a própria concepção de sexo evolui para o intercâmbio sublime do Amor puro! Há posse e volúpia de transitório orgasmo genésico através da atração carnal na vida física, mas no âmago desse ato exercita-se no ser o processo da afinidade espiritual, que também imanta os seres na vida angélica! 11

11 - Nota do Médium: - Ainda existem criaturas que acham impossível o espírito encarnar homem numa existência e mulher noutra vida, crentes de que isso é desairoso e absurdo para a tradicional masculinidade humana. No entanto, os jornais anunciam, freqüentemente, as mudanças de sexo, quando certas mulheres depois de operadas convenientemente transformam-se em homens, enquanto inúmeros rapazes depois de submetidos à intervenção cirúrgica adequada, também mudam para o sexo feminino, a ponto de casarem e até procriarem. Evidentemente, se o espírito pode mudar de sexo na mesma existência física, então lhe será bem mais fácil fazê-la antes de se encarnar.


Pergunta: - Que dizeis sobre os diversos casos de perturbações, desequilíbrios e neuroses extremas, os quais foram satisfatoriamente resolvidos com o ajuste sexual?

Ramatís: - Somente a compreensão elevada de que a função sexual é recurso divino procriador, pode trazer tranqüilidade mental e estabilidade emocional. É de senso comum que o "erotismo" é um imperativo de atração entre os seres para induzi-los à procriação, mas nada tem a ver com a problemática da vida do espírito imortal. Se a prática sexual dirigida fosse terapêutica positiva para solver os desequilíbrios e as neuroses da humanidade, então o mundo atual deveria ser excelentemente saudável, pois nunca o erotismo e as satisfações sexuais gozaram de tanta liberdade como ocorre atualmente! O sexo é o assunto mais palpitante nesse "Fim de Tempos", excitado numa comunicação provocativa pela literatura, poesia, rádio, teatro, televisão, ilustrações fesceninas c, até por exposições pornográficas!
Os psicólogos, completamente batidos por todas as experiências de natureza neurológica e os psiquiatras modernos, já concordam ou conformaram-se até com a aberração de que a pornografia também pode ser uma arte autêntica e sem represamento convencional. Julga-se. mesmo, que o furor homicida, a violência do estupro e o sadismo da crueldade voluptuosa e enfermiça são escapes da violência "psico-emotiva" do homem recalcado pelo sexo e por culpa dos "tabus" e puritanismos que frenam os impulsos perigosos, mas não os abrandam nem eliminam a sua carga perigosa!
Indubitavelmente, essa descarga sexual e erótica tão vultosa, na atualidade, deveria trazer alívio à tensão perigosa humana e resolvido grande parte do problema milenário da violência. do crime e da infelicidade humana! Extravasada a carga sexual retida por convenção de uma sociedade mistificada em suas bases morais, o mundo terreno entraria num saudável e tranqüilo ritmo de vida, graças aos descondicionamentos e "tabus" abandonados em favor do entendimento à flor da pele! No entanto, jamais a humanidade terrícola enfrentou períodos de tanta violência, terrorismo, subversão, homicídios, sadismos, desajustes conjugais, racismos odiosos e crimes bestiais sem motivos plausíveis, endeusamento a facínoras impiedosos e linguagem de baixo calão nas expressões artísticas mais refinadas! Sob a lastimável inversão de valores, que anula os esforços mais heróicos de criaturas abnegadas e perseverantes, glorifica-se a mediocridade, o cretino, o excêntrico e o libidinoso, ajustados cinicamente ao mesmo nível do virtuose da pintura, da música, da escultura e do gênio literário!
Evidentemente, a súbita evasão sexual do instinto animal, represado pelos conceitos morais das sociedades civilizadas, jamais poderá solver os problemas complexos e milenários do espírito imortal, o qual já se encarna com péssimo acervo de dívidas e culpas de vidas passadas! De modo algum poderia solucionar a sua falência pregressa sob a terapia mecanicista da relação sexual ou na multiplicidade de orgasmos da carência animal; porém, "o que é do espírito só pelo espírito poderá ser curado", já dizia Paulo de Tarso! E a terapêutica mais indicada, nesse caso, ainda é o medicamento fornecido pelo Divino Jesus, através do seu infalível Evangelho!
É fácil de comprovar que os homens sábios ou santificados, absorvidos por empreendimentos de natureza espiritual superior, tornam-se apáticos e até inibidos sexualmente, elevando-se acima das necessidades sexuais animais. Eles criam uma segunda natureza incomum, em que as próprias forças e combustíveis inferiores passam a alimentar propósitos elevados. Enfraquecem o instinto, reduzem a exigência animal da carne e aliviam a insatisfação erótica. A angústia sexual, que é responsável pela multiplicidade de aspectos patológicos, neuróticos e emotivamente enfermiços, também não logra soluções mediante comprimidos, injeções ou tisanas de qualquer espécie, da mesma forma que a efusão erótica não acomoda o psiquismo humano! A solução deve ser de ordem espiritual, através da sublimação de energias animais, que depois de domesticadas são aplicadas em atividades superiores. O mesmo fluido sexual que alimenta as relações genésicas e o processo procriativo no campo físico, quando represado e depois sublimado para uma condição espiritual superior, desencadeia poderoso energismo que então supra os gastos mais avançados da mente! Os antigos iniciados aprendiam a controlar e distribuir o fluido sexual de modo a vitalizar poderosamente o cérebro, atuando habilmente através dos "chacras", ou centros de forças etéricos da contraparte física conhecida por "duplo etérico". Sob tal processo oculto, mas de resultados positivos, eles alcançavam a condição de homens incomuns e depositários de poderes extraterrenos, cujos conhecimentos jamais transpunham o silêncio augusto dos templos iniciáticos, pois eram proibidos no mundo profano dominado pelo mais estúpido dos fanatismos religiosos. 12

12 - Sabe-se que através da "Krya Yoga", o discípulo aprende a mobilizar o seu fluido sexual de modo a fazê-lo subir pelo imo da medula espinhal, até atingir o cerebelo, o córtex cerebral, a região do tálamo e hipotálamo na circunv1z1nhança da glândula hipófise, numa espécie de lavagem energética a todas as células da massa cinzenta. Então, sob a ação fulgurante do "chacra coronário", o centro de união divina do homem e o mundo espiritual, o fluido sexual é purificado e o residual ou escória regressa à região inferior do "chacra kundalíneo", através da região exterior da medula, onde é reativado para as funções tradicionais. Sob tal influxo, que pode ser repetido muitas vezes, o homem retempera o seu magnífico centro de comando "psicofísico", que é o cérebro, passando a atuar em nível superior, graças à sublimação da energia sexual poupada e purificada!


Pergunta: - Existe alguma correlação de fenômenos insólitos entre o esposo e a esposa, durante o tempo de gravidez, conforme asseguram a tradição e as lendas de acontecimentos semelhantes entre os silvícolas?
Ramatís: - Após o espírito reduzir no mundo espiritual o seu perispírito até atingir a forma fetal e depois ajustar-se-ão ventre materno para o preenchimento físico, ele também socorre-se das energias do campo magnético perispiritual do progenitor carnal, a fim de facilitar o processo reencarnatório.
Os clarividentes podem explicar que durante os nove meses de gestação, tanto o espírito encarnante como os seus progenitores carnais, mostram-se perfeitamente entrelaçados entre os seus perispíritos. Através dessa simbiose fluídica, ou espécie de casulo protetor, são absorvidas rapidamente todas as emanações viciosas, prejudiciais e tóxicas do ambiente, assim como se atenuam os impactos de cargas mal-intencionadas, que possam ferir o espírito indefeso no seu processo encarnatório.
O próprio espermatozóide doado pelo homem ainda continua por certo tempo ligado a ele pelos laços ocultos do éter físico; e à medida que o encarnante vai desatando na matriz materna a sua configuração peculiar, ele também absorve as energias paternas, malgrado o sustento físico da mãe! Daí, a lenda da "quarentena" dos silvícolas, que guardavam o leito enquanto a esposa gestava, porque tratando-se de encarnação excessivamente dispendiosa de energismo vital, como era o índio, ocorria um verdadeiro vampirismo filial, chegando a produzir forte prostração, sintomas de anemia e baixa função esplênica!


Pergunta: - Que dizeis do casamento, conforme a legislação do nosso País?
Ramatís: - Como as leis de um povo evoluem conforme a modificação dos costumes, o desenvolvimento cultural e a melhor compreensão psicológica da vida, é evidente que o casamento, no Brasil, ainda, rege-se por uma lei que melhor espelha o temperamento, os hábitos, os preconceitos, a concepção social e moral dos brasileiros. Ademais, em face do acentuado domínio clerical no Brasil, o próprio casamento civil traz algo da pretensa infalibilidade do casamento religioso católico, cuja religião é fundamento da formação característica dos preceitos da família brasileira. Assim, sub-repticiamente, os preceitos do casamento religioso governam o metabolismo do casamento civil, criando contrastes flagrantes, que o tornam uma instituição algo infantil e um tanto superada pelos países de cultura mais avançada.


Pergunta: - Apoiais o divórcio entre a humanidade terrena?

Ramatís: - Sem dúvida, a instituição do divórcio deve variar conforme a idiossincrasia de um povo para outro, inclusive, mesmo, quanto ao temperamento latino, eslavo, asiático, germânico ou africano. O divórcio, na realidade, é uma "breve corrigenda" para atenuar ou amenizar situações, que podem descambar para tragédias ou resultados ainda mais graves. Quando o ódio, a competição ou o ciúme enfermiço domina num lar entre os cônjuges, não somente sofrem os descendentes dos pais adversos e irreconciliáveis, assim como grassa o mal psíquico, que é alimentado pela virulência fluídica dos bombardeios de espírito para espírito. Tal qual o gongo na luta esportiva, o divórcio soa na hora quase trágica do conflito conjugal e alivia a tensão, dando liberdade a cada um dos litigantes, para tentar outro casamento mais esperançoso e baseado na experiência anterior. É possível, que sob um clima de maior tranqüilidade e novo afeto, os divorciados encontrem ensejos para desenvolver algumas virtudes que anteriormente estavam estagnadas por força do ódio ou da hostilidade mútua!


Pergunta: - Por que mencionastes que o divórcio é uma "breve corrigenda", capaz de atenuar situações tendentes a resultados trágicos, como se alhures devesse prosseguir a mesma situação?

Ramatís: - Insistimos em dizer que ninguém suborna ou mistifica a Lei do Carma, processo criado por Deus a fim de reconciliar inimigos e ajustar dívidas pretéritas. Os desentendimentos e os conflitos tão comuns entre os esposos no mundo terreno provam perfeitamente que eles ainda são espíritos adversos do passado e através da escola espiritual do mundo terreno buscam acertar-se sob o Amor do Cristo! Submissos à Lei do Carma, ambos os espíritos adversos são atraídos pela fascinação da vestimenta carnal exterior, cuja paixão os atira um nos braços do outro, embora ainda ignorem a animosidade que os separa desde vidas anteriores. No entanto, a convivência cotidiana faz emergir os defeitos recíprocos e os ressentimentos pregressos; e, pouco a pouco, identificam-se como velhos adversários, surgindo os antagonismos tão peculiares na maioria das famílias terrenas! Detrás dos trajes de carne e ossos, que os atraiu e ligou-os pela força da carne moça, excitante, então se pressentem como almas adversas!
E quando a impossibilidade da vivência em comum atinge um ponto crítico, cujas hostilidades são incontroláveis, então só resta uma solução desesperada: a separação, o desquite ou o divórcio! Em conseqüência, o divórcio é um recurso sensato e lógico entre os povos socialmente evoluídos, porque oficializa o direito de as criaturas, frustradas na sua primeira experiência conjugal, construírem um novo lar e tentarem novamente o culto do amor e da paz sob nova condição doméstica. No entanto, frisamos que o divórcio é uma "breve corrigenda", porque embora se desatem as algemas do casamento na Terra, os espíritos culposos ou adversos continuam ligados carmicamente no céu! Malgrado serem divorciados sob as leis do mundo material, eles regressarão à Terra para novos casamentos e convivência nos lares humanos, até que o amor e a paz substituam o ódio e a guerra! As algemas cármicas não podem ser rompidas por violência, através de recursos drásticos como o divórcio carnal, mas desatadas pela gentileza recíproca dos espíritos litigantes. Assim, o divórcio é apenas uma "breve corrigenda", porque as almas em conflito, antes de apagarem todo o ódio e hostilidades recíprocas, retornarão em existências futuras algemadas a tantos casamentos quantos forem necessários para lograrem a anistia espiritual! O divórcio contemporiza a belicosidade conjugal, jamais soluciona os problemas espirituais, cuja legislação obedece a outras normas ditadas pelo Amor incondicional!


Pergunta: - Podereis opinar quanto à conveniência do divórcio no Brasil?
Ramatís: - Os mentores espirituais do Brasil vêm trabalhando, há certo tempo, por intermédio de entidades encarnadas, a fim de que, em breve, o divórcio seja uma realidade no vosso país, ajudando a reduzir a cota de crimes passionais e tragédias conjugais, amenizando as explosões de ódio, ciúmes, cobiça e esponsalícios mistificados e mercenários! Ademais, já é tempo de a legislação brasileira amparar as maiores vítimas das separações e desquites conjugais, como são os filhos, criaturas inocentes do seu desajuste e marginalismo às leis do mundo! Felizmente, o Clero Católico, o maior empecilho à legislação inteligente do divórcio, no Brasil, se enfraquece cada vez mais no desespero de solucionar os seus graves problemas internos, como padres casamenteiros. subversivos, terroristas, ambiciosos e reformistas! Ademais, o advento da Umbanda, previsto no Espaço desde o século XVIII, muito concorrerá para a proclamação do divórcio no Brasil, cada vez mais aceitável em todas as classes sociais.
É sintomático e psicológico que a válvula do divórcio, como uma possibilidade de libertação conjugal sem ofensa física, é suficiente para amenizar muitos conflitos domésticos e sustar a violência! É senso comum corriqueiro que o divórcio apenas oficializa uma separação de corpos que já existe promovida pelos próprios espíritos dos cônjuges litigiosos! Naturalmente, a legislação do divórcio, no Brasil, não pode copiar os mesmos ditames da instituição divorcista de outros países americanos, eslavos ou asiáticos, mas deve amparar-se sensatamente aos costumes e temperamento peculiares do povo brasileiro!


Pergunta: Por que é tão precário e desajustado o casamento terreno?

Ramatís: - Na Terra, o casamento é precedido de uma fase de namoro ou noivado, onde predomina acentuado sentimentalismo e falsa poesia, que quase sempre se desmente após consumada a união conjugal. Antes do casamento, o homem e a mulher trocam juras ardentes na esfera das paixões efêmeras ou da poesia insincera tecendo um namoro ou noivado algo romântico; mas depois instituem um purgatório na forma do lar doméstico, quando o prosaísmo da vida em comum rasga todos os véus da contemporização anterior. O noivado terrestre ainda é a confusão entre o desejo e o interesse; ou quando muito, um arroubo de paixão transitória.
O casamento, na Terra, para a maioria dos seres humanos, não passa de um mútuo negócio, onde as paixões significam a mercadoria em trânsito. Antes de amparo espiritual, espécie de "oásis" que mitiga a sede de afetos no deserto da vida humana, o homem ainda considera o casamento e a constituição do lar terreno apenas como ensejo de equilíbrio fisiológico; e a mulher o supõe uma solução econômica e provisão de bens pessoais. Poucas criaturas concebem o lar como oficina doméstica de atividade espiritual, espécie de zona de trabalho de espíritos em aprendizado, unidos pelo amor, ou como desafetos imantados pelo ódio. Os filhos representam a contribuição para o prolongamento do ensino, do entendimento e do amor desenvolvido entre os pais, contribuindo todos nesse exercício espiritual para à eleição da família universal.


Pergunta: - Que deve fazer o cônjuge que despende todos os seus esforços para a harmonia no lar, mas isso é frustrado pela atitude reacionária do companheiro, que aniquila qualquer ensejo de conciliação espiritual?
Ramatís: - Que fazem dois desafetos dominados pelos mesmos sentimentos de ódio e violência, quando se encontram? Sem dúvida, eles Se maltratam fisicamente, até que um deles seja o vencedor e sinta-se satisfeito na sua inferioridade animal. Mas, no conflito da animalidade, não há vencido nem vencedor, pois ambos os contendores assemelham-se pela mesma condição agressiva. Ainda são cidadãos do mundo das cavernas, manejadores do tacape, transvestidos modernamente em pistolas eletrônicas, esmurradores sublimados no "box"! Distinguem-se dos primatas apenas pela configuração exterior do terno de casimira, barba raspada, cabelos curtos e por articularem uma linguagem ampla e expressiva.
No entanto, desde que um dos cônjuges seja tolerante, bondoso, compreensivo, humilde e sem pretender impor a sua personalidade transitória, é óbvio que o conflito no lar se extingue à míngua de combustível inferior, assim como a fogueira se apaga por falta de lenha. Somente é possível conseguir-se a paz tão desejada no lar, quando o cônjuge mais espiritualizado cede em favor do companheiro inconformado. Quem já acumulou valores definitivos, no reino do Cristo, pouco importa em discutir e competir na posse dos tesouros perecíveis do mundo de César, ou impor a força das paixões animais. Nas lutas e tricas humanas, em que o instinto animal domina, o vencedor apenas dá alimento às "feras" de suas próprias paixões!
Nenhum conquistador de povos do mundo jamais poderá ombrear-se com Francisco de Assis, Buda, Gandhi ou Jesus, os quais, sem lutar com as armas fratricidas, venceram em si mesmos o instinto. E ensinaram aos homens as mais avançadas estratégias para a alma lograr a vitória de si mesma! Guerreiros da Paz, eles reconquistaram, passo a passo, o território espiritual em que dominava o reino animal!
Então, marido e mulher, em geral, velhos desafetos reunidos na arena do lar terreno pela natureza dos sentimentos e interesses mútuos, mas intimamente separados pelos conflitos espirituais do passado, buscam a solução benfeitora principiando a desatar as algemas de sua prisão recíproca. Malgrado as lutas e desentendimentos cotidianos, algumas vezes conflitos mais graves e quase separação, na velhice, ambos os cônjuges compreendem a lição triste das cicatrizes produzidas pela ausência do amor verdadeiro e altruístico, que é o amor espiritual! Mas é evidente que sempre cabe ao companheiro de melhor noção espiritual a iniciativa de renúncia, tolerância e passividade, a fim de manter a harmonia e a paz desejadas no lar. superando o cônjuge mais obstinado, grosseiro e agressivo.
O espírito primário, em qualquer circunstância, jamais se conforma de ser derrotado na competição humana, pois luta e esperneia acusando e defendendo-se até à calúnia, para convencer de que sempre tem razão. Quando situado sob hierarquia superior, ele é servil e até bajulador; mas se alcança o poder é o mais despótico e cruel. Sô as almas evangélicas vibram sob a bênção dos deuses em renunciar e servir, felizes até na humilhação, quando disso resulta algum bem ao próximo! Os espíritos medíocres guardam ressentimentos dos atos mais inofensivos e sentem-se feridos profundamente no seu amor-próprio! Dominados pelo utilitarismo da vida material, ceder, para eles, é prejuízo, por cujo motivo mobilizam todos os recursos agressivos e defensivos da personalidade humana, a fim de "vencer" e lucrar!


Pergunta: - É de lei espiritual que somente o homem deve mandar no lar?

Ramatís: - É de senso comum que o comando hierárquico do lar deveria sempre pertencer ao homem, desde que ele seja integro, laborioso, fiel à esposa, protetor dos filhos e respeitado. O esposo pode comandar o lar e ser um tipo franciscano, que renuncia facilmente aos louros da vitória nas lutas conjugais, produtos da inconformação da mulher primária. Mas, é evidente, entre perdoar, amar, compreender, tolerar e ao mesmo tempo comandar, há grande distância. O chefe de família deve ser respeitado e cultuado, quando for criatura regrada, laborioso e fiel à companheira, pai justo e amigo imparcial dos filhos, sabendo preservar no mundo profano o seu nome honrado. Mas o homem alcoólatra, irresponsável e vezeiro nos encontros clandestinos, ou cujo automóvel é um traço de união entre o lar e o prostíbulo, então enfraquece a sua autoridade hierárquica sobre a família, assim como não faz jus ao comando do exército o general que se degrada pela embriaguez. O chefe de família bom, correto e moralmente sadio não precisa transferir o cetro de comando doméstico para a esposa colérica, insatisfeita e masculinizada. O homem que luta "fora do lar", enfrentando o mundo profano, também pode gerenciar dignamente o lar e ser obedecido pela família. Mas afora disso, deve curvar-se, conformado, ao comando da companheira laboriosa, ativa e honesta, que ofereça melhores credenciais espirituais para desempenhar tal encargo.


Pergunta: - Como deve ser a mulher, em face dos mesmos direitos que lhe cabem na atividade humana?

Ramatís: - Sem dúvida, a mulher deve ser nobre e atenciosa companheira do homem; o complemento amoroso de sua vivência espiritual na Terra! Infelizmente, nem todos os homens fazem jus ao tipo feminino dócil, terno e compreensivo, porque em vidas anteriores abusaram despoticamente, semeando injustiças, viciações e caprichos inferiores sobre as companheiras humilhadas! A Lei Cármica é educativa e corretiva, então os liga em novas existências, e há mulheres ríspidas, agressivas, insatisfeitas e de linguajar grosseiro, justificando-se o conceito de que "a colheita é conforme a semeadura"!
No entanto, a mulher de comportamento superior, meiga, amorosa, compreensiva, malgrado esteja ligada a um companheiro injusto, rude e atrabiliário, ela se desvencilha mais cedo desse tipo espiritual indesejável, ao qual uniu-se no passado por imprudência, interesse ou paixão incontrolável. Mas é dever da mulher não perder a graça e o encanto tão próprios de sua natureza delicada, vivendo sempre em função de exemplificar no mundo pelo espírito de paz e ternura. Embora caiba-lhe o direito de participar de todas as atividades humanas, seja na ciência, arte, filosofia, religiosidade, magistratura ou política; jamais deve sacrificar o seu feminismo delicado e inspirativo, imitando a grosseria e a agressividade do homem! A masculinização virtual da mulher diminui-lhe a beleza, a poesia e a graça, extinguindo-lhe os atrativos estimulantes da própria vida do homem! A docilidade, a paciência e li ternura feminina podem dirimir mais facilmente os conflitos conjugais gerados por ciúme, amor-próprio, cólera ou irascibilidade, adoçando o temperamento agressivo do homem e o induzindo ao respeito e até à veneração pela companheira!


Pergunta: - Mas, em certos casos, apesar das mais santificadas intenções contemporizadoras de um dos cônjuges, no lar, não existe qualquer compreensão ou atitude pacificadora do outro companheiro! Que dizeis?
Ramatís: - Jesus é bem explícito, quando assim recomendou a Pedro, que se queixava da insinceridade do povo: "Que importa que não me sigam, Pedro? Segues-me tu?" Quando o espírito decide-se pelo reino do Cristo, ele tem que renunciar aos seus caprichos personalistas, desligando-se dos bens do mundo de César e superando as gloríolas do mundo transitório da carne! A ascese espiritual é uma questão toda particular e de interesse pessoal; o candidato deve tentar a sua realização superior independentemente do procedimento alheio para consigo. E o lar terreno é a primeira etapa dessa operação espiritual de renúncia da matéria, pois ali o esposo e a esposa devem promover os exercícios crísticos de sua libertação espiritual, para mais tarde lograrem o mesmo êxito no seio da humanidade.
Mas enquanto os esposos competirem no culto exagerado ao "ego" inferior da exaltação animal. dificilmente conseguirão desatar os laços escravizantes dos ciclos cármicos no mundo físico. Não há outro caminho nem outra técnica porque só quem morre para o mundo é que renasce para o céu! A família humana, com as contradições, ciumeiras e os desentendimentos de autoridade, é tão-somente a miniatura da própria humanidade, cujos problemas semelhantes amplificam-se além das fronteiras de cada povo. O lar humano é o caldo de cultura, o laboratório de ensaios onde os espíritos vinculados por interesses recíprocos, e abrigados do mundo profano pelos mesmos laços consangüíneos, podem fazer os seus experimentos em grupos reduzidos. aprimorando-se no treino para a mais breve libertação espiritual.
Em conseqüência, pouco importa se determinado cônjuge desfaz ou subestima as mais santificadas intenções do companheiro interessado em sublimar-se, pois na hora da morte física, cada um segue para o plano correspondente à sua graduação espiritual. Se temos consciência de que é mais vantajoso sermos bons, pacíficos, tolerantes e amorosos, também somos indiferentes à opinião, critica ou reação alheia. É mais venturoso quem consegue a inspiração e a companhia do Cristo nas suas decisões espirituais, do que impormos as nossas prerrogativas e pontos de vista aos companheiros do vivência humana!


Pergunta: - Não seria despotismo o fato de o homem impor a sua autoridade atrabiliária sobre a mulher, como um direito próprio somente do sexo masculino?
Ramatís: - Malgrado considerarmos que ambos os cônjuges devem harmonizar-se num entendimento espiritual recíproco, porquanto, em geral. Se unem por forças de deslizes e dividas recíprocas do passado, a legislação social, política ou administrativa do vosso mundo ainda consagram a autoridade masculina com o direito de mando no lar. Mas o fato de que o espírito pode renascer mulher ou homem, nesta ou noutra existência, então desaparece qualquer injustiça ou despotismo no comando do lar, pois quem é comandado ou explorado hoje, já o fez no passado, ou ainda poderá fazê-lo no futuro e desforrar-se dos atuais maus tratos!
Só em planetas de graduação espiritual superior à Terra, é possível dividir-se a autoridade doméstica ou profana sob a mesma equanimidade de direitos entre o homem e a mulher 13. Ao homem terreno ainda cabe-lhe o direito de comando no lar ou na vida profana, enquanto a mulher é mais propriamente a figura amorosa e inspirativa acima dos conflitos de guerras, choques doutrinários políticos ou religiosos. O homem desenvolve e persiste na sua função autoritária, porque no mundo profano cabe-lhe a obrigação primordial de mobilizar a receita doméstica. Assim, enquanto a mulher é condicionada à passividade do lar, na função prosaica de lavar panelas, mudar fraldas dos filhos e preparar o alimento para os componentes da família, o homem supre a receita e os meios para que as atividades domésticas se processem com êxito.

13 - Vide a obra "A Vida no Planeta Marte" de Ramatís, nos capítulos "Matrimônio" e "Família".

Evidentemente, existem no mundo apenas dois seres racionais: o homem e a mulher! O primeiro ainda é um ente mais agressivo, autoritário e impaciente, em face do seu condicionamento na atividade competidora profana, onde vive múltiplos estados de espírito no entrechoque ambicioso e especulativo com os demais homens. A mulher, no entanto, pela vivência entre as fronteiras do lar, deve ser terna, tolerante e contemporizadora, a fim de manter o equilíbrio entre a razão viril masculina e o sentimento feminino apaziguador. O homem é o principal responsável pela arrecadação dos meios para a manutenção da família, enquanto a mulher é a responsável pela harmonia doméstica. Foi assim que Deus esquematizou a vida humana e as suas seqüências educativas, por cujo motivo agir diferente é contrariar o próprio esquema divino. Embora a mulher seja espírito da mesma origem divina do homem, ela deve agir sempre no sentido de apaziguamento e ternura, o único modo de contrastar a sua figura tradicionalmente meiga e atraente, com a configuração hostil e rude do homem!
A mulher sempre foi evocada pela poesia do mundo como um ser encantador, amoroso e fonte de ternura, que, além da missão nobre de "mãe" ou médium da vida, ainda deve ser o consolo do homem aturdido nas lutas do mundo profano, Ademais, a mulher de boa índole, meiga e humilde, ainda é excelente antena viva, que pode recepcionar as melhores intuições espirituais para uma vivência tranqüila e certa da família.
Evidentemente, não endossamos a desventura da mulher chinesa, japonesa ou africana, que até pouco tempo não passava de alimária de carga dos maridos embrutecidos, assim como desaprovamos os esposos brutais, viciados e irresponsáveis, cujo sadismo no lar os nivela à animalidade. Mas desaconselhamos a masculinização da mulher em luta feroz pela competição com a autoridade do homem. É sempre ridícula a mulher que, em vez de agir exaltando as suas credenciais femininas e encantadoras, prefere agir discutindo, gritando e impondo as suas opiniões obstinadas!

Pergunta: - Mas a mulher é um espírito da mesma linhagem do homem, que se diferencia tão-somente pela sinalética do sexo humano. Porventura, não deveria gozar incondicionalmente das mesmas prerrogativas masculinas?
Ramatís: - Repetimos que ao homem cabe-lhe conceder à mulher os mesmos direitos de vivência e aprendizado espiritual no mundo físico, proporcionando à companheira todas as alegrias e os meios de ela elevar-se. Mas é preciso que a mulher também se aprimore espiritualmente, antes mesmo da cultura profana, a fim de desenvolver a intuição e saber dirimir sensatamente os problemas conjugais e a vivência com os filhos. A mulher que se retarda demasiadamente. enquanto o esposo sobe em hierarquia no mundo, aumenta o hiato que já pode existir separando ambos por efeito de idéias e opiniões diferentes. É preciso não cuidar somente da sua configuração física, mas tentar aproximar-se do esposo pelo interesse nas coisas que ele cultiva, sensatas e proveitosas, assim como burilar o espírito para fortalecê-lo nos momentos críticos de desânimo e preocupações. Não basta cultuar a moda exagerada, só porque o esposo melhora a receita financeira, mas também superar gradativamente o perigo de continuar a ser "a mulher do soldado", quando o marido já chegou a general! 14

14 - Nota do Médium: - Nesse conceito de "mulher de soldado" quando o esposo já chegou a general, Ramatís simboliza o que comumente ocorre na vida de muitos homens, os quais se casam pobres e sem credenciais elevadas, esposando mulher inculta e até inexpressiva no ambiente modesto onde vive. Mas, tratando-se de homens briosos, muitos deles estudam, aprimoram-se, sobem em hierarquia militar ou civil, nivelando-se às freqüências sociais, cultas e superiores. No entanto, a esposa nada faz para melhorar o seu padrão comum. Ela troca as antigas vestes pobres por trajes modernos luxuosos, mas, no íntimo, continua a mesma criatura inculta, obstinada e fútil, ajustando-se, realmente, ao conceito pejorativo de ainda ser a "mulher do soldado", embora o marido seja general!

Mas também não precisa abdicar de sua ternura, tolerância e paciência, com as características sublimes da sua função de ser mãe e devotar-se exclusivamente à cultura do intelecto, para nivelar-se ao esposo diligente, pois a natureza intuitiva da mulher embeleza-se facilmente com pequenos toques de bom-senso.
Não resta dúvida de que a mulher é um espírito da mesma origem do esposo, diferenciada acidentalmente no mundo físico pela sua estrutura ginecológica apropriada à sua missão maternal; mas, sob qualquer condição, ela completa o binômio humano, pois, enquanto oferta ao mundo o sentimento que angeliza, o homem promove a sabedoria que liberta.


Pergunta: - Ouvimos entendidos opinarem que na época apocalíptica de "Fim de Tempos", que já estamos vivendo na Terra, e conforme predição de João Evangelista, os lares serão cada vez mais perturbados com graves problemas para a família! Que dizeis?
Ramatís: - O que faz perigar á harmonia do lar terreno não é o "Fim de Tempos" apocalíptico, mas a evidente incompreensão gerada pelo amor-próprio, ciúme, orgulho e obstinação dos esposos distanciados do "Código Moral do Evangelho do Cristo"! Os casais que já identificam o lar e a família como ensejos educativos de retificação cármica do espírito, embora ainda sintam-se dominados pela animosidade dos conflitos pregressos, são como os alunos diligentes que mais aproveitam as lições escolares. Pouco a pouco transformam ódios em amor, dívidas em créditos, explorações de ontem em serviços fraternos, orgulho em humildade, insultos em atenções. Sendo o ambiente doméstico o lugar de reencontro de almas comprometidas no pretérito, mesmo quando a união conjugal é fruto exclusivo de transitória paixão carnal e de breve saturação na vivência em comum, ainda salva-se a existência doméstica quando ali predomina o amor fraterno! Além do esquema comum, em que o homem e a mulher terrena vivem a fase do namoro, noivado e depois se esposam, isso deve sublimar-se na maturidade do casal na condição abençoada de irmãos! A paixão carnal é como fogo de artifício, pois termina nas cinzas das decepções entre os cônjuges, assim que cai o véu da ilusão romântica e ambos podem apreciar livremente os seus defeitos recíprocos.
O homem, comumente, sonha casar-se com uma princesa, a qual move-se entre ternura e poesia; a mulher, por sua vez, fortalecida pela literatura, novelas e filmes românticos, aguarda o seu "galã" ou "príncipe encantado", que há de fazê-la feliz para sempre. Infelizmente, a vulgaridade doméstica, na sua vivência crua e rotineira, sem o disfarce e o verniz que antes ocultava a realidade conjugal, termina por derribar dos seus pedestais encantados os esposos mutuamente mistificados, para mostrar uma comunhão defeituosa por força do grau espiritual e próprio dos espíritos terrícolas. Em conseqüência, serão mais felizes no casamento os jovens que buscam corajosamente a realidade espiritual, antevendo sob o invólucro carnal do companheiro outra alma ansiosa de ventura!
Em conseqüência, se o "Fim de Tempos", em sua feição de catalisador espiritual, tende a superexcitar as criaturas, avivando-lhes os conflitos e as dissensões espirituais do passado, em sentido oposto, o Evangelho de Jesus é a bússola que orienta infalivelmente os náufragos da vida humana em direção ao Norte Angélico!

 


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